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segunda-feira, 8 de junho de 2015

LIVRO DE CINESIOTERAPIA POR PREÇO DE CAPA

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CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA CLÁSSICA ESQUEMATIZADA


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segunda-feira, 14 de julho de 2014

A NOVA CAIXA DE PANDORA


Por ordem de Zeus, Hefesto moldou em barro uma adorável moça, Atena lhe ensinou as artes da tecelagem, Afrodite a embelezou, e Hermes lhe deu "uma mente despudorada e uma natureza enganosa". As Cárites e as Horas a adornaram, Zeus lhe deu uma caixa a qual jamais deveria ser aberta e por fim Hermes lhe deu a voz e um nome: Pandora, porque "todos os que habitam o Olimpo lhe deram presentes". Então, Hermes a levou para Epimeteu, que a recebe por esposa, contrariando os conselhos de seu irmão Prometeu.
Estando com seu marido, e movidos por uma irresistível curiosidade, Pandora abriu sua caixa. Então, dons e pragas incontáveis que lá haviam aprisionadas foram libertadas para o mundo: trabalhos, doenças e toda a sorte de sentimentos bons e ruins que passaram a  temperar a vida humana desde então.

Este relato ilustra a explicação dos gregos antigos sobre a origem da consciência humana. Mas, a busca por entender nossa razão, e por corolário, nossa própria existência enquanto seres humanos, como afirma René Descartes “Penso logo existo”, não se ateve a essa simbólica explicação, evoluiu ao longo da história com diversas versões: Os judeus, por exemplo, atribuíam os pensamentos do homem não a um objeto externo (caixa de dons), mas a um órgão do próprio corpo humano (os rins), ou seja, o homem era dono de sua razão, consequentemente, de suas atitudes. Os cristãos antigos transferiram esta função para outro órgão (o coração), afirmando que os pensamentos e sentimentos advinham da mesma fonte. (felizes os puros de coração). Finalmente, na idade moderna, coube definitivamente ao cérebro estas responsabilidades.


A partir daí, descobrir como o cérebro funciona, se organiza, se recupera e se adapta, tornou-se uma incitação perene para a ciência e a esta, associou-se o desafio de reabilitar pessoas, outrora marcadas pelas trágicas doenças neurológicas.
A cinesioterapia passou a ser uma das ferramentas que a reabilitação dispunha para realizar tal feito, e sua evolução vem acompanhando o frenético avançar do pensamento humano sobre este intrigante tema (O Cérebro).
Didaticamente pode-se dividir os estudos da cinesioterapia neurológica em quatro fases, sendo as três primeiras correspondentes à cinesioterapia neurológica clássica e a última, à moderna.

A primeira, foi a fase técnica, quando desenvolveram-se processos terapêuticos isolados para diversas situações patológicas: técnicas de facilitação do movimento, de estimulação da contração, de inibição dos reflexos indesejados e de reeducação das tarefas.

Posteriormente, associaram-se a estes conhecimentos: a neurofisiologia, a neuroplasticidade, as teorias do controle motor, desenvolvimento motor e aprendizagem motora, caracterizando as duas fases seguintes: a segunda fase ou neuromuscular, com o surgimento de métodos baseados nas teorias do controle motor reflexa e hierárquico-reflexa, como por exemplo a Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva; e a terceira fase ou neuroevolutiva, que se baseou nas teorias hierárquicas e maturacionais, destacando-se os métodos Rood, Vojta, Bobath, Doman Delacato, Johnstone, dentre muitos outros. 

No final do século XX e início do atual, houve uma profunda mudança de paradigmas nos estudos em reabilitação neurológica. Novos mecanismos de neuroplasticidade foram descobertos e uma maior importância foi atribuída às funções cognitivas no processo de reabilitação. Surge, então, a quarta fase da cinesioterapia com os métodos de reaprendizagem motora. 

Esta nova era da reabilitação neurológica continua em franca evolução e já se pode (didaticamente) subclassificá-la em: Reaprendizagem motora com métodos de realidade concreta, como por exemplo: os programas de reaprendizagem motora para o hemiplégico de Janet Carr e Roberta Sherpherd  e as terapias de contensão induzida. Reaprendizagem motora com métodos de realidade abstrata (realidade cuja essência é extraída do concreto e criada pelo cognitivo): terapia de neurônio espelho, imagética motora, dentre outras. E mais recentemente, a reaprendizagem motora com métodos de realidade virtual (na qual a abstração vai além do cognoscível para a construção de uma consciência alternativa em um mundo igualmente alternativo ou virtual), por exemplo a game terapia, as neuropróteses, etc.

Os avanços são constantes e cada vez mais promissores para aqueles a quem estes estudos se destinam, contudo, ainda temos muito a descobrir e retirar dessa emblemática caixa de pandora.



DR. GLEIDSON MEDEIROS.

Fisioterapeuta Especialista em Avaliação Cinético-funcional pela UFRN; Atualização em Terapia Intensiva pela ASSOBRAFI; Fisioterapeuta do Centro de Reabilitação Infantil SESAP/RN; Fisioterapeuta do Hospital Universitário Onofre Lopes UFRN; Preceptor da Residência Integrada Multiprofissional em Terapia Intensiva HUOL/UFRN; Autor dos livros: Cinesioterapia Neurológica Clássica Esquematizada e Interpretação Neurofuncional de Exames Radiológicos; Aluno do curso de Direito UFRN.


COMPLEMENTE O ESTUDO DESTE TEXTO COM OS LIVROS ABAIXO:
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quarta-feira, 14 de maio de 2014

EXERCÍCIOS DE FRENKEL: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA


Heinrich Sebastian Frenkel (1869-1931) foi um neurologista suíço. Em 1887, avaliando seus pacientes, observou que um deles, com ataxia sensitiva, não conseguia realizar o teste de index-nariz. O paciente perguntou o que significava aquele exame, então foi informado que ele não havia passado no teste.
Alguns meses depois, em um novo exame, o paciente mostrou muita habilidade na coordenação dos movimentos. O Dr. Frenkel ficou impressionado com a evolução, que contradizia o que se pensava sobre o tratamento da ataxia na época. Perguntou, então ao paciente o que havia ocorrido, e este disse que queria passar no teste, e que por isso havia treinado bastante o referido movimento.
A partir de então, o Dr. Frenkel passou a estudar a prática de exercícios na ataxia sensitiva e publicou seus trabalhos e um livro. Nesta obra, ele descreveu que “a visão é um grande aliado no tratamento”, além da atenção, precisão e repetição dos exercícios. Afirmava, pois, que a melhor maneira de realizar os exercícios é fazê-los por três minutos. Em seguida, o paciente deveria fazer algo totalmente diferente e não relacionado com os exercícios em questão (como, por exemplo, ler um livro ou conversar sobre assunto diverso), por um período de aproximadamente quinze minutos. Em seguida, o paciente retornaria aos exercícios por mais três minutos, quando então, ele terá percebido melhora em sua habilidade comparando-se com a prática anterior. Este modelo era defendido por Frenkel pois ele acreditava que o intervalo de 15 minutos era suficiente para a formação de novas pontes neurais (engramas). Orientava que as sessões fossem realizadas diariamente, por pelo menos seis semanas.
Frenkel observou ainda que os pacientes deveriam estar livres de opiáceos e de álcool para alcançar o foco de atenção necessária.
O fato de Frenkel ser judeu fez com que muito de sua obra tivesse sido suprimida pelo regime nazistae perdida, restando somente alguns artigos esparsos na literatura.
Atualmente o método de Frenkel é recomendado para tratar qualquer tipo de ataxia, tendo como objetivo inicial estabelecer o controle voluntário do movimento por meio do uso de qualquer parte do mecanismo sensorial que tenha permanecido intacto, paralelamente a visão, audição e tato, para compensar a perda da sensação cinestésica e com o objetivo final de estabelecer o controle do movimento, de tal modo que o paciente seja capaz e confie em sua habilidade de praticar atividades essenciais para independência na vida diária.

APROFUNDE SEUS CONHECIMENTOS SOBRE ESTE E OUTROS MÉTODOS CLÁSSICOS DE CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA COM O LIVRO:

“CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA CLÁSSICA ESQUEMATIZADA.”

 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Curso de Especialização em Neuroreabilitação da UFRN


CARGA HORÁRIA: 360 h
PERÍODO DO CURSO: 06/02/2014 – 31/03/2015
NÚMERO DE VAGAS: 55 (sendo 5 para servidores públicos)


PERÍODO DE INSCRIÇÃO: 30/12/2013 – 31/01/2014
LOCAL: www.sigaa.ufrn.br (Lato Sensu – Processos seletivos)
FORMA DE SELEÇÃO: Ficha de Entrevista e Curriculum Vitae
DIVULGAÇÃO DO RESULTADO DA SELEÇÃO: 04/02/2014
VALOR DA INSCRIÇÃO: R$ 50,00
MENSALIDADE: 14 x R$ 350,00 – A partir de 15/02/14
OBS.: O pagamento da inscrição e da mensalidade é feito através de GRU
emitida pela secretaria do curso.
DOCUMENTOS PARA INSCRIÇÃO:
-  Formulário preenchido no sigaa (www.sigaa.ufrn.br).
- Diploma da graduação reconhecido pelo MEC.
- Hstórico escolar da graduação.
- Identidade.
-  CPF
- Curriculum vitae
- Ficha de entrevista disponível no site.
OBS: somente serão aceitas inscrições feitas pelo site.
HORÁRIO: As aulas serão realizadas nas quintas e sextas (18:00 as 22:00h)
e sábados (8:00- 12:00h e 14:00 às 18:00h), de quinze em quinze dias.

1- METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA
Profº Dr. Ricardo Oliveira Guerra - UFRN
Profº Dr. Álvaro Campos Cavalcanti Maciel - UFRN
2- NEUROCIÊNCIAS
Profª Dra. Maria Bernardete Cordeiro de Souza – UFRN
3- NEUROPLASTICIDADE E PLASTICIDADE MUSCULAR
Profº Dr. Jamilson Simões Brasileiro – UFRN
Profª Ana Amália Torres Souza Gandour Dantas - FMN
4- APRENDIZAGEM MOTORA
Profº Dr. Go Tani - USP
5- FUNDAMENTAÇÃO DOS MÉTODOS E TÉCNICAS DE NEUROREABILITAÇÃO
Profª Dra. Tania Fernandes Campos – UFRN
6- AVALIAÇÃO EM NEUROREABILITAÇÃO
Profª Dra. Fabrícia Azêvedo da Costa – UFRN
7- INTRUMENTAÇÃO EM NEUROREABILITAÇÃO
Profª Dra. Tania Fernandes Campos – UFRN
Profº Dr. Jamilson Simões Brasileiro – UFRN
8-ATUALIDADES EM NEUROREABILITAÇÃO
Profª Dra. Camila Torriani-Pasin - USP
9- NEUROPSICOLOGIA
Profº Dr. João Carlos Alchieri - UFRN
10- NEUROFARMACOLOGIA
Profª Dra. Gerlane Coelho Bernardo Guerra - UFRN
11- NEUROGERIATRIA
Profº Dr. Ricardo Oliveira Guerra - UFRN
Profº Dr. Álvaro Campos Cavalcanti Maciel - UFRN
12- INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Profº Dr. Francisco Ricardo Lins Vieira de Melo -UFRN
Profª.DrªFabrícia Azevêdo da Costa Cavalcanti
Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN
Depto de Fisioterapia: (84) 3342-2001/3342-2021.
Email: fabriciacosta@ufrnet.br





domingo, 19 de janeiro de 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO INTERPRETAÇÃO NEUROFUNCIONAL DE EXAMES RADIOLÓGICOS + CURSO DE IMAGEM

CAPA DO LIVRO: Frente
CAPA DO LIVRO: Verso

Falará sobre os principais exames de neuroimagem, com uma abordagem clínico-funcional, voltada para a fisioterapia.

- Mais de 200  ilustrações esquematizadas e com legendas;

- Textos curtos e todo esquematizado (o que facilitará a compreensão dos conteúdos);

- Os assuntos abordados serão: Raio X de crânio e coluna vertebral; angiografia cerebral; tomografia computadorizada e ressonância magnética (cerebral e de medula).

- Formato compacto e design moderno.


- Previsão de lançamento: ABRIL DE 2014.
VALOR ESTIMADO DO LIVRO: R$ 40,00 pela internet e livrarias (frete incluso) ou R$ 35,00 diretamente com o autor

O LANÇAMENTO ACONTECERÁ DURANTE EVENTO: 
- MINI CURSO: Interpretação Neurofuncional de Exames Radiológico: Considerações iniciais.
- AÇÃO SOCIAL: Entrega de cestas básicas e apresentações musicais em instituição para idosos (local a definir).

- VALOR DO EVENTO:  R$ 40,00 (Valor do material didático: Livro, pasta, caneta e bloco de anotações) + Cesta Básica (que será entregue a instituição de idosos - local a definir - em ação social no último dia do curso) 

- O MINI CURSO ACONTECERÁ NO DIA: 05/04/14 (08:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00);

- A AÇÃO SOCIAL ACONTECERÁ NO DIA: 26/04/14 (das 08:00 às 11:00), com a entrega das cestas básicas e apresentações musicais.



APOIO:

NÃO FAÇA SUA INSCRIÇÃO SEM ANTES LER POR COMPLETO AS INSTRUÇÕES/REGULAMENTO!





INSTALE GRATUITAMENTE O APLICATIVO PARA CELULAR: "TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA PARA FISIOTERAPEUTAS" E APRENDA DE FORMA SUPER SIMPLES AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS RADIOLÓGICAS DAS DOENÇAS NEUROLÓGICAS NO EXAME DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA, ALÉM DE FICAR POR DENTRO DOS EVENTOS RELACIONADOS AO LANÇAMENTO DESTE LIVRO.

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA PARA FISIOTERAPEUTAS

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA PARA FISIOTERAPEUTAS

É um aplicativo para celular que traz descrições sucintas das características radiológicas vistas nos exames de tomografia computadorizada das principais doenças neurológicas e sua relação com a fisioterapia neurofuncional. 
- Rico em ilustrações, é um aplicativo perfeito para fisioterapeutas e alunos de fisioterapia que precisam de informações rápidas e didáticas acerca da interpretação neurofuncional de exames radiológicos.


- Roda em iPhone, Androide e outros celulares com Java





INSTALAÇÃO GRATUITA!!!


Promoção de divulgação do lançamento do livro: 
INTERPRETAÇÃO NEUROFUNCIONAL DE EXAMES RADIOLÓGICOS.

Para instalar este aplicativo em seu iPhone, Androide ou outro celular, digite o endereço abaixo no navegador do seu celular ou fotografe o QR Code com o leitor de código de barras do seu celular.

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SELEÇÃO DE ALUNOS DE FISIOTERAPIA PARA PROJETO DE EXTENSÃO


- O projeto acontecerá no ano de 2014, entre os meses de fevereiro e dezembro, sob a coordenação do fisioterapeuta GLEIDSON MEDEIROS;
- Consistirá de ações educativas e terapêuticas voltadas à reabilitação de pacientes com Parkinson;
- Ao final do projeto (dezembro de 2014) os participantes receberão certificados com carga horária equivalente a suas respectivas participações;
- As ações acontecerão todas as sextas feiras, das 14:00 às 17:30 no setor de fisioterapia do HUOL (segundo subsolo);
- Serão escolhidos 4 bolsistas (Alunos da UFRN) e 4 voluntários (UFRN e outras IES)
- As entrevistas acontecerão no dia: 24/01/14 conforme agendamento (solicitar por e-mail: gm.edictor@gmail.com ou gfranciel@gmail.com;
- A prova teórica (apenas para candidatos à bolsa) acontecerá dia 24/01/14, das 14:00 às 18:00 (Favor agendar a prova pelos e-mails já descritos).




sexta-feira, 6 de setembro de 2013

INTERPRETAÇÃO NEUROFUNCIONAL DE EXAMES RADIOLÓGICOS (CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES)

NEUROFUNCTIONAL INTERPRETATION OF RADIOLOGICAL EXAMINATIONS  

(PRELIMINARY CONSIDERATIONS)



A busca por diagnósticos cada vez mais precisos é uma corrida constante entre os profissionais de saúde, pois uma avaliação detalhada e eficaz pode ser um dos fatores responsáveis pelo sucesso de qualquer tratamento.

Na fisioterapia neurofuncional não é diferente. Hoje com diversos recursos tecnológicos, os instrumentos propedêuticos têm ganhado um vultoso espaço frente ao tradicional exame físico.

Apesar do fisioterapeuta não ser o profissional habilitado a dar diagnósticos clínicos, é importante que tenha conhecimentos clínicos para que, a partir destes, seja formado um rol de informações necessárias para o diagnóstico cinético funcional. Igualmente importante é o conhecimento técnico deste profissional no tocante a exames complementares para este objetivo.

Entendendo esta necessidade, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional editou uma Resolução (RES. 398/11), regulamentando a atuação do fisioterapeuta neurofuncional e atribuindo-lhes as competências necessárias para tal, dentre as quais destaca-se a de solicitar exames complementares. É importante, asseverar que o referido profissional não pode nem deve realizar tais práticas (solicitação de exames complementares) sem observar alguns critérios, tais como: a indicação clínica correta para a solicitação precisa do exame, e a capacidade técnica do profissional, ou seja, o devido conhecimento acerca do exame solicitado.
Habitualmente os exames complementares são classificados em: laboratoriais, destacando-se cinco subgrupos (hematológicos, imunológicos, bioquímicos, parasitológicos e microbiológicos); eletrodiagnósticos, como a eletromiografia, o biofeedback, a eletroneuromiografia e o eletroencefalograma; e, por fim, os exames de imagem, o Raio-X, a Tomografia Cerebral, a Ressonância Magnética, a Angiografia, a Ultra-Sonografia , dentre outros.
 

A interpretação dos exames de imagem sob o prisma neurofuncional deve ser albergada por diversos saberes, sejam eles técnicos, como a imaginologia (que trata da formação das imagens a partir de cada tipo de exame); clínicos, destacando-se a anatomia radiológica (que estuda os aspectos morfológicos do sistema nervoso sob o ponto de vista dos diversos exames) e a radiologia clínica (que trata das alterações radiológicas nas respectivas doenças); e funcionais, como os conceitos de neurofisiologia (controle motor, desenvolvimento motor, etc), independência funcional (potenciais remanescentes do paciente em realizar atividades de vida diária , atividades laborais, etc), neuroplasticidade e plasticidade muscular, dentre outros conhecimentos.

Todas estas informações são compiladas e formarão os argumentos cinéticofuncionais para que o profissional emita o fisiodiagnóstico e faça com segurança sua programação cinesioterapêutica. Atualmente, a neurociência tem dado um especial destaque aos mecanismos de neuroplasticidade como pilares para a escolha das técnicas e métodos cinesioterapêuticos, sempre correlacionando tais mecanismos com as áreas afetadas e seus potenciais funcionais.


Em suma, a formulação do fisiodiagnóstico em neurologia é bastante complexo e merece um estudo pormenorizado por todo profissional que deseja enveredar por esta área e tem como objetivo proporcionar um atendimento sempre mais qualificado e eficiente aos seus pacientes.
 

EM BREVE LANÇAMENTO DO LIVRO:  
INTERPRETAÇÃO NEUROFUNCIONAL DE EXAMES RADIOLÓGICOS.
Confira em www.gmedictor.blogspot.com.br

  GLEIDSON FRANCIEL RIBEIRO DE MEDEIROS: Fisioterapeuta especialista em avaliação cinético funcional, fisioterapeuta do Hospital Universitário Onofre Lopes – HUOL/UFRN, Fisioterapeuta do Centro de Reabilitação Adulto – CRA, Preceptor da Residência Multiprofissional em Saúde do HUOL/UFRN, autor dos livros: GUIA ILUSTRADO DE CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA BÁSICA, CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA CLÁSSICA ESQUEMATIZADA, Aluno do curso de Direito da UFRN.