Coordenada pela professora Dra. Tânia Regina (UFRN) e pela fisioterapeuta Ivânia Silveira (HUOL) e contando com a colaboração do Dr. Mário Saraiva e do Dr. Gleidson Medeiros, terá início, em setembro deste ano, uma nova ação de extensão no Hospital Universitário Onofre Lopes, cujo objetivo é combater os efeitos deletérios do estresse ocupacional dos servidores da saúde do referido hospital, melhorando sua qualidade de vida e laboral.
A ação será composta de palestras e atividades terapêuticas realizadas pelos profissionais envolvidos e por alunos do curso de fisioterapia.
CONFIRA O CARTAZ:
PÁGINA DE INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS EM FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL E NEUROINTENSIVA
sábado, 30 de agosto de 2014
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
A NOVA CAIXA DE PANDORA
Por ordem de Zeus, Hefesto moldou em
barro uma adorável moça, Atena lhe ensinou as artes da tecelagem, Afrodite a
embelezou, e Hermes lhe deu "uma mente despudorada e uma natureza
enganosa". As Cárites e as Horas a adornaram, Zeus lhe deu uma caixa a
qual jamais deveria ser aberta e por fim Hermes lhe deu a voz e um nome:
Pandora, porque "todos os que habitam o Olimpo lhe deram presentes".
Então, Hermes a levou para Epimeteu, que a recebe por esposa, contrariando os
conselhos de seu irmão Prometeu.
Estando com seu marido, e movidos por uma irresistível curiosidade, Pandora abriu sua caixa. Então, dons e pragas incontáveis que lá haviam aprisionadas foram libertadas para o mundo: trabalhos, doenças e toda a sorte de sentimentos bons e ruins que passaram a temperar a vida humana desde então.
Estando com seu marido, e movidos por uma irresistível curiosidade, Pandora abriu sua caixa. Então, dons e pragas incontáveis que lá haviam aprisionadas foram libertadas para o mundo: trabalhos, doenças e toda a sorte de sentimentos bons e ruins que passaram a temperar a vida humana desde então.
Este relato ilustra a explicação dos gregos antigos sobre a origem da consciência humana. Mas, a busca por entender nossa razão, e por corolário, nossa própria existência enquanto seres humanos, como afirma René Descartes “Penso logo existo”, não se ateve a essa simbólica explicação, evoluiu ao longo da história com diversas versões: Os judeus, por exemplo, atribuíam os pensamentos do homem não a um objeto externo (caixa de dons), mas a um órgão do próprio corpo humano (os rins), ou seja, o homem era dono de sua razão, consequentemente, de suas atitudes. Os cristãos antigos transferiram esta função para outro órgão (o coração), afirmando que os pensamentos e sentimentos advinham da mesma fonte. (felizes os puros de coração). Finalmente, na idade moderna, coube definitivamente ao cérebro estas responsabilidades.
A partir daí, descobrir
como o cérebro funciona, se organiza, se recupera e se adapta, tornou-se uma incitação
perene para a ciência e a esta, associou-se o desafio de reabilitar pessoas,
outrora marcadas pelas trágicas doenças neurológicas.
A cinesioterapia passou a ser uma das ferramentas que a reabilitação dispunha para realizar tal feito, e
sua evolução vem acompanhando o frenético avançar do pensamento humano sobre
este intrigante tema (O Cérebro).
Didaticamente pode-se
dividir os estudos da cinesioterapia neurológica em quatro fases, sendo as três primeiras correspondentes à cinesioterapia neurológica clássica e a última, à moderna.
A primeira, foi a
fase técnica, quando desenvolveram-se processos terapêuticos isolados para
diversas situações patológicas: técnicas de facilitação do movimento, de
estimulação da contração, de inibição dos reflexos indesejados e de reeducação
das tarefas.
Posteriormente,
associaram-se a estes conhecimentos: a neurofisiologia, a
neuroplasticidade, as teorias do controle motor, desenvolvimento motor e
aprendizagem motora, caracterizando as duas fases seguintes: a segunda fase ou
neuromuscular, com o surgimento de métodos baseados nas teorias do controle
motor reflexa e hierárquico-reflexa, como por exemplo a Facilitação
Neuromuscular Proprioceptiva; e a terceira fase ou neuroevolutiva, que se
baseou nas teorias hierárquicas e maturacionais, destacando-se os métodos Rood,
Vojta, Bobath, Doman Delacato, Johnstone, dentre muitos outros.
No final do século XX
e início do atual, houve uma profunda mudança de paradigmas nos estudos em
reabilitação neurológica. Novos mecanismos de neuroplasticidade foram
descobertos e uma maior importância foi atribuída às funções cognitivas no
processo de reabilitação. Surge, então, a quarta fase da cinesioterapia com os
métodos de reaprendizagem motora.
Esta nova era da reabilitação neurológica continua em franca evolução e já se pode (didaticamente) subclassificá-la em: Reaprendizagem motora com métodos de realidade concreta, como por exemplo: os programas de reaprendizagem motora para o hemiplégico de Janet Carr e Roberta Sherpherd e as terapias de contensão induzida. Reaprendizagem motora com métodos de realidade abstrata (realidade cuja essência é extraída do concreto e criada pelo cognitivo): terapia de neurônio espelho, imagética motora, dentre outras. E mais recentemente, a reaprendizagem motora com métodos de realidade virtual (na qual a abstração vai além do cognoscível para a construção de uma consciência alternativa em um mundo igualmente alternativo ou virtual), por exemplo a game terapia, as neuropróteses, etc.
Esta nova era da reabilitação neurológica continua em franca evolução e já se pode (didaticamente) subclassificá-la em: Reaprendizagem motora com métodos de realidade concreta, como por exemplo: os programas de reaprendizagem motora para o hemiplégico de Janet Carr e Roberta Sherpherd e as terapias de contensão induzida. Reaprendizagem motora com métodos de realidade abstrata (realidade cuja essência é extraída do concreto e criada pelo cognitivo): terapia de neurônio espelho, imagética motora, dentre outras. E mais recentemente, a reaprendizagem motora com métodos de realidade virtual (na qual a abstração vai além do cognoscível para a construção de uma consciência alternativa em um mundo igualmente alternativo ou virtual), por exemplo a game terapia, as neuropróteses, etc.
Os avanços são
constantes e cada vez mais promissores para aqueles a quem estes estudos se
destinam, contudo, ainda temos muito a descobrir e retirar dessa emblemática caixa de pandora.
DR. GLEIDSON MEDEIROS.
Fisioterapeuta Especialista em Avaliação Cinético-funcional pela UFRN;
Atualização em Terapia Intensiva pela ASSOBRAFI; Fisioterapeuta do Centro de
Reabilitação Infantil SESAP/RN; Fisioterapeuta do Hospital Universitário Onofre
Lopes UFRN; Preceptor da Residência Integrada Multiprofissional em Terapia
Intensiva HUOL/UFRN; Autor dos livros: Cinesioterapia Neurológica Clássica
Esquematizada e Interpretação Neurofuncional de Exames Radiológicos; Aluno do
curso de Direito UFRN.
COMPLEMENTE O ESTUDO DESTE TEXTO COM OS LIVROS ABAIXO:
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sábado, 12 de julho de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
EXERCÍCIOS DE FRENKEL: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA
Heinrich
Sebastian Frenkel (1869-1931) foi um neurologista suíço. Em 1887, avaliando
seus pacientes, observou que um deles, com ataxia sensitiva, não conseguia
realizar o teste de index-nariz. O paciente perguntou o que significava aquele
exame, então foi informado que ele não havia passado no teste.
Alguns meses
depois, em um novo exame, o paciente mostrou muita habilidade na coordenação
dos movimentos. O Dr. Frenkel ficou impressionado com a evolução, que
contradizia o que se pensava sobre o tratamento da ataxia na época. Perguntou,
então ao paciente o que havia ocorrido, e este disse que queria passar no
teste, e que por isso havia treinado bastante o referido movimento.
A partir de
então, o Dr. Frenkel passou a estudar a prática de exercícios na ataxia
sensitiva e publicou seus trabalhos e um livro. Nesta obra, ele descreveu que
“a visão é um grande aliado no tratamento”, além da atenção, precisão e
repetição dos exercícios. Afirmava, pois, que a melhor maneira de realizar os
exercícios é fazê-los por três minutos. Em seguida, o paciente deveria fazer
algo totalmente diferente e não relacionado com os exercícios em questão (como,
por exemplo, ler um livro ou conversar sobre assunto diverso), por um período
de aproximadamente quinze minutos. Em seguida, o paciente retornaria aos
exercícios por mais três minutos, quando então, ele terá percebido melhora em
sua habilidade comparando-se com a prática anterior. Este modelo era defendido
por Frenkel pois ele acreditava que o intervalo de 15 minutos era suficiente
para a formação de novas pontes neurais (engramas). Orientava que as sessões fossem
realizadas diariamente, por pelo menos seis semanas.
Frenkel
observou ainda que os pacientes deveriam estar livres de opiáceos e de álcool
para alcançar o foco de atenção necessária.
O fato de
Frenkel ser judeu fez com que muito de sua obra tivesse sido suprimida pelo
regime nazistae perdida, restando somente alguns artigos esparsos na literatura.
Atualmente o
método de Frenkel é recomendado para tratar qualquer tipo de ataxia, tendo como
objetivo inicial estabelecer o controle voluntário do movimento por meio do uso
de qualquer parte do mecanismo sensorial que tenha permanecido intacto,
paralelamente a visão, audição e tato, para compensar a perda da sensação
cinestésica e com o objetivo final de estabelecer o controle do movimento, de
tal modo que o paciente seja capaz e confie em sua habilidade de praticar
atividades essenciais para independência na vida diária.
APROFUNDE SEUS
CONHECIMENTOS SOBRE ESTE E OUTROS MÉTODOS CLÁSSICOS DE CINESIOTERAPIA
NEUROLÓGICA COM O LIVRO:
“CINESIOTERAPIA
NEUROLÓGICA CLÁSSICA ESQUEMATIZADA.”
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