sábado, 12 de julho de 2014

I SIMPÓSIO BRASIL-PORTUGAL EM NEUROREABILITAÇÃO E COMPORTAMENTO MOTOR


quarta-feira, 14 de maio de 2014

EXERCÍCIOS DE FRENKEL: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA


Heinrich Sebastian Frenkel (1869-1931) foi um neurologista suíço. Em 1887, avaliando seus pacientes, observou que um deles, com ataxia sensitiva, não conseguia realizar o teste de index-nariz. O paciente perguntou o que significava aquele exame, então foi informado que ele não havia passado no teste.
Alguns meses depois, em um novo exame, o paciente mostrou muita habilidade na coordenação dos movimentos. O Dr. Frenkel ficou impressionado com a evolução, que contradizia o que se pensava sobre o tratamento da ataxia na época. Perguntou, então ao paciente o que havia ocorrido, e este disse que queria passar no teste, e que por isso havia treinado bastante o referido movimento.
A partir de então, o Dr. Frenkel passou a estudar a prática de exercícios na ataxia sensitiva e publicou seus trabalhos e um livro. Nesta obra, ele descreveu que “a visão é um grande aliado no tratamento”, além da atenção, precisão e repetição dos exercícios. Afirmava, pois, que a melhor maneira de realizar os exercícios é fazê-los por três minutos. Em seguida, o paciente deveria fazer algo totalmente diferente e não relacionado com os exercícios em questão (como, por exemplo, ler um livro ou conversar sobre assunto diverso), por um período de aproximadamente quinze minutos. Em seguida, o paciente retornaria aos exercícios por mais três minutos, quando então, ele terá percebido melhora em sua habilidade comparando-se com a prática anterior. Este modelo era defendido por Frenkel pois ele acreditava que o intervalo de 15 minutos era suficiente para a formação de novas pontes neurais (engramas). Orientava que as sessões fossem realizadas diariamente, por pelo menos seis semanas.
Frenkel observou ainda que os pacientes deveriam estar livres de opiáceos e de álcool para alcançar o foco de atenção necessária.
O fato de Frenkel ser judeu fez com que muito de sua obra tivesse sido suprimida pelo regime nazistae perdida, restando somente alguns artigos esparsos na literatura.
Atualmente o método de Frenkel é recomendado para tratar qualquer tipo de ataxia, tendo como objetivo inicial estabelecer o controle voluntário do movimento por meio do uso de qualquer parte do mecanismo sensorial que tenha permanecido intacto, paralelamente a visão, audição e tato, para compensar a perda da sensação cinestésica e com o objetivo final de estabelecer o controle do movimento, de tal modo que o paciente seja capaz e confie em sua habilidade de praticar atividades essenciais para independência na vida diária.

APROFUNDE SEUS CONHECIMENTOS SOBRE ESTE E OUTROS MÉTODOS CLÁSSICOS DE CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA COM O LIVRO:

“CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA CLÁSSICA ESQUEMATIZADA.”

 

domingo, 20 de abril de 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO: INTERPRETAÇÃO NEUROFUNCIONAL DE EXAMES RADIOLÓGICOS

O lançamento do livro: Interpretação Neurofuncional de Exames Radiológicos, aconteceu no dia 05 de abril.

Foi uma manhã chuvosa, mas mesmo assim, compareceram 20 pessoas, que prestigiaram a publicação do Dr. Gleidson Medeiros, participando do evento.

O evento constou de um mini curso: Entendendo os exames radiológicos sob a ótica neurofuncional. Com aulas do Dr. Gleidson Medeiros (Autor) e da Dra. Aline Braga (Prefaciadora).


O evento também teve um lado social, com a doação de pacotões de fraldas geriátricas pelos participantes. Foram arrecadados 20 pacotões de fralda geriátricas que foram doadas aos pacientes internos no HUOL.


Deixo aqui registrado o meu agradecimento a todos que participaram deste evento. (GLEIDSON MEDEIROS)


PARTICIPE TAMBÉM DO CURSO: CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA


AS INSCRIÇÕES TAMBÉM PODEM SER FEITAS NO LINK ABAIXO, PELO PAGSEGURO: NO BOLETO BANCÁRIO OU PARCELADAS  EM TODOS OS CARTÕES DE CRÉDITO.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

NOVO CURSO DE CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA

- TEÓRICO/PRÁTICO
- TURMA COM MÁXIMO DE 30 ALUNOS
- TEMAS ABORDADOS: (INTRODUÇÃO A CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA; BASES TEÓRICAS DOS MÉTODOS CLÁSSICOS; EXERCÍCIOS DE FRENKEL; MÉTODO KABAT; MÉTODO ROOD; MÉTODO BOBATH)
- MATERIAL INCLUSO (LIVRO: CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA CLÁSSICA ESQUEMATIZADA)



INSCRIÇÃO NO LINK ABAIXO PELO PAGSEGURO:

sábado, 1 de março de 2014

CRITÉRIOS DE ESCOLHA DA CINESIOTERAPIA PARA O TRATAMENTO DE PACIENTES NEUROLÓGICOS.

A seleção do método mais adequado de cinesioterapia para o tratamento de pacientes neurológicos, é um tema de relevância ímpar para a fisioterapia contemporânea. Esta discussão guarda seu valor pelo fato de que uma boa escolha terapêutica pode fazer a diferença na reabilitação de alguém vítima de alguma doença, sobretudo neurológica.
Escolher o tipo adequado da cinesioterapia neurofuncional não consiste apenas em eleger as técnicas corretas ou o método “mais moderno” de tratamento, e sim, em saber o momento certo de aplicar cada técnica, de modificar os paradigmas da terapia e, finalmente, ser capaz de projetar a alta do tratamento. Este último critério exige que o fisioterapeuta tenha, de maneira muito sólida em seus conhecimentos, os critérios neurofisiológicos, clínicos e funcionais os quais a doença tratada exige, bem como, o bom senso profissional.
São inúmeros os modelos adotados pela fisioterapia para se eleger o tratamento adequado: o empirismo, o ecletismo, a cronologia da doença, a fisiopatologia, o critério clínico, a neuroplasticidade, dentre outros.
O primeiro deles é o empirismo, que consiste em escolher a terapia por meio da intuição. Esta forma de eleição fora utilizada nos primórdios da fisioterapia, quando a profissão ainda não guardava os rigores científicos que hoje se exige. A sorte e a experiência de repetidas tentativas com erros e acertos, norteavam aqueles profissionais. Curioso é que hoje, ainda se encontra fisioterapeutas que, por diversos motivos não científicos, adotam este critério para suas escolhas terapêuticas: “Para o paciente pequeno, eu uso tal método, para o pesado eu uso outro, etc... tudo vai depender do momento, pois cada paciente é diferente...”

O ecletismo é outra escola que muito influenciou e, espantosamente, influencia a fisioterapia ainda hoje. O modelo consiste em pegar um pouco de cada ideia e fazer uma miscelânea, que satisfaça o máximo de situações possíveis. O problema é que muitas vezes, a falta de destreza ou mesmo de conhecimento técnico a respeito dos métodos terapêuticos, são as razões ocultas da escolha generalista. Infelizmente, muitos fisioterapeutas não conhecem ou dominam os métodos individualmente (Kabat, Bobath, Rood, Reaprendizagem Motora, Frenkel, dentre outros) e preferem fazer uma mistura de intervenções, que pode não apresentar o resultado mais adequado à recuperação do paciente, justamente por não conter os requisitos terapêuticos específicos a cada caso.
Os critérios cronológicos, surgidos por volta dos anos 50, consistem em propor objetivos e condutas específicos para cada momento da doença: na fase aguda, por exemplo, utiliza-se de técnicas para reabilitação dos sistemas básicos, funções cognitivas e prevenção de complicações; na fase sub-aguda, busca-se dar uma ênfase aos exercícios terapêuticos e ao treino funcional; e finalmente, na fase crônica, à reabilitação das habilidades de independência, à alta provisória com as revisões periódicas e à alta definitiva. Este é um critério excelente, pois possibilita ao profissional fazer uma projeção de seu tratamento. Contudo, não é suficiente, pois suas propostas terapêuticas são muito genéricas e o modelo carece de fundamentação teórica complementada por outros parâmetros.
Os critérios clínico e fisiopatológicos envolvem a relação entre a anátomofisiologia da doença e as teorias de controle motor. Dentre as teorias destacam-se basicamente as: neuromusculares, neuroevolutivas e, mais recentemente, neurocognitivas. A grande questão destes critérios é que alguns profissionais se especializam tanto em certas teorias, que tratam qualquer paciente com aquela de seu domínio, desprezando as demais, e muitas vezes, a escolha não é a mais adequada para uma determinada situação. Outro problema que surge é o embate entre os modelos, que por sua própria natureza, deveriam ser congruentes, no entanto, as propostas podem se contradizer, subtraindo a credibilidade da escolha. O que pode acontecer de mais grave é o fato de alguns fisioterapeutas terem o domínio técnico dos exercícios e não das teorias que lhes dão suporte. Dessa forma, não são capazes de correlacionarem as teorias do controle motor ou os aspectos clínicos e neurofisiológicos, aos métodos cinesioterapeuticos mais adequados, caindo novamente no subjetivo empirismo ou no genérico ecletismo, retornando, consequentemente, à idade da pedra da fisioterapia neurofuncional.

Por fim, a neuroplasticidade surge como um pacificador dos conflitos há pouco retratado, pois oferece uma base sólida para a escolha criteriosa dos métodos cinesioterapeuticos. Porém, por se tratar de um estudo muito recente com uma constante ebulição de descobertas, deve se ter certas reservas à adoção deste modelo como único critério para escolha cinesioterapeutica. Entretanto, o futuro está com o horizonte aberto para este paradigma que a cada dia ganha mais espaço na CIÊNCIA FISIOTERAPIA.


GLEIDSON FRANCIEL RIBEIRO DE MEDEIROS: Fisioterapeuta especialista em avaliação cinético funcional, fisioterapeuta do Hospital Universitário Onofre Lopes – HUOL/UFRN, Fisioterapeuta do Centro de Reabilitação Adulto – CRA, Preceptor da Residência Multiprofissional em Saúde do HUOL/UFRN, autor dos livros: GUIA ILUSTRADO DE CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA BÁSICA, CINESIOTERAPIA NEUROLÓGICA CLÁSSICA ESQUEMATIZADA, Aluno do curso de Direito da UFRN.



COMPLEMENTE O ESTUDO DESTE TEXTO COM O LIVRO:


http://gmedictor.loja2.com.br/3320590-CINESIOTERAPIA-NEUROLOGICA-CLASSICA-ESQUEMATIZADA
Compre parcelado pelo PAGSEGURO

NÃO PERCA!!!

MINI CURSO: ENTENDENDO EXAMES RADIOLÓGICOS SOB A ÓTICA NEUROFUNCIONAL
+
LANÇAMENTO DO LIVRO: INTERPRETAÇÃO NEUROFUNCIONAL DE EXAMES RADIOLÓGICOS
+
AÇÃO SOCIAL EM ABRIGO DE IDOSOS



DIAS: 05/04/14 e 12/04/2014

LOCAIS: - HUOL - Auditório Mariano Coelho (Curso e Lançamento do Livro);
                  - Abrigo Juvino Barreto (Ação Social);

FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO PELO SIGAA/UFRN