Em virtude de algumas dificuldades, suspendi as postagens no blog momentaneamente, mas estarei escrevendo novamente a partir de Maço de 2015.
PÁGINA DE INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS EM FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL E NEUROINTENSIVA
sábado, 13 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
EVENTO CIENTÍFICO MULTIPROFISSIONAL SOBRE PARKINSON
Em comemoração ao dia do fisioterapeuta, acontecerá no próximo dia 11/10/2014, no Hospital Universitário Onofre Lopes - HUOL, um sábado científico sobre Parkinson, que congregará diversas áreas do saber em torno deste tema.
Intitulado: De mãos dadas na reabilitação do Parkinson, o evento espera reunir profissionais e alunos das mais diversas profissões para promover troca de informações/experiências sobre a luta pela reabilitação desses pacientes.
AS INSCRIÇÕES ESTÃO ENCERRADAS.
Intitulado: De mãos dadas na reabilitação do Parkinson, o evento espera reunir profissionais e alunos das mais diversas profissões para promover troca de informações/experiências sobre a luta pela reabilitação desses pacientes.
AS INSCRIÇÕES ESTÃO ENCERRADAS.
sábado, 30 de agosto de 2014
NOVA AÇÃO DE EXTENSÃO VISA COMBATER OS EFEITOS DELETÉRIOS DO ESTRESSE OCUPACIONAL DOS SERVIDORES DO HUOL
Coordenada pela professora Dra. Tânia Regina (UFRN) e pela fisioterapeuta Ivânia Silveira (HUOL) e contando com a colaboração do Dr. Mário Saraiva e do Dr. Gleidson Medeiros, terá início, em setembro deste ano, uma nova ação de extensão no Hospital Universitário Onofre Lopes, cujo objetivo é combater os efeitos deletérios do estresse ocupacional dos servidores da saúde do referido hospital, melhorando sua qualidade de vida e laboral.
A ação será composta de palestras e atividades terapêuticas realizadas pelos profissionais envolvidos e por alunos do curso de fisioterapia.
CONFIRA O CARTAZ:
A ação será composta de palestras e atividades terapêuticas realizadas pelos profissionais envolvidos e por alunos do curso de fisioterapia.
CONFIRA O CARTAZ:
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
A NOVA CAIXA DE PANDORA
Por ordem de Zeus, Hefesto moldou em
barro uma adorável moça, Atena lhe ensinou as artes da tecelagem, Afrodite a
embelezou, e Hermes lhe deu "uma mente despudorada e uma natureza
enganosa". As Cárites e as Horas a adornaram, Zeus lhe deu uma caixa a
qual jamais deveria ser aberta e por fim Hermes lhe deu a voz e um nome:
Pandora, porque "todos os que habitam o Olimpo lhe deram presentes".
Então, Hermes a levou para Epimeteu, que a recebe por esposa, contrariando os
conselhos de seu irmão Prometeu.
Estando com seu marido, e movidos por uma irresistível curiosidade, Pandora abriu sua caixa. Então, dons e pragas incontáveis que lá haviam aprisionadas foram libertadas para o mundo: trabalhos, doenças e toda a sorte de sentimentos bons e ruins que passaram a temperar a vida humana desde então.
Estando com seu marido, e movidos por uma irresistível curiosidade, Pandora abriu sua caixa. Então, dons e pragas incontáveis que lá haviam aprisionadas foram libertadas para o mundo: trabalhos, doenças e toda a sorte de sentimentos bons e ruins que passaram a temperar a vida humana desde então.
Este relato ilustra a explicação dos gregos antigos sobre a origem da consciência humana. Mas, a busca por entender nossa razão, e por corolário, nossa própria existência enquanto seres humanos, como afirma René Descartes “Penso logo existo”, não se ateve a essa simbólica explicação, evoluiu ao longo da história com diversas versões: Os judeus, por exemplo, atribuíam os pensamentos do homem não a um objeto externo (caixa de dons), mas a um órgão do próprio corpo humano (os rins), ou seja, o homem era dono de sua razão, consequentemente, de suas atitudes. Os cristãos antigos transferiram esta função para outro órgão (o coração), afirmando que os pensamentos e sentimentos advinham da mesma fonte. (felizes os puros de coração). Finalmente, na idade moderna, coube definitivamente ao cérebro estas responsabilidades.
A partir daí, descobrir
como o cérebro funciona, se organiza, se recupera e se adapta, tornou-se uma incitação
perene para a ciência e a esta, associou-se o desafio de reabilitar pessoas,
outrora marcadas pelas trágicas doenças neurológicas.
A cinesioterapia passou a ser uma das ferramentas que a reabilitação dispunha para realizar tal feito, e
sua evolução vem acompanhando o frenético avançar do pensamento humano sobre
este intrigante tema (O Cérebro).
Didaticamente pode-se
dividir os estudos da cinesioterapia neurológica em quatro fases, sendo as três primeiras correspondentes à cinesioterapia neurológica clássica e a última, à moderna.
A primeira, foi a
fase técnica, quando desenvolveram-se processos terapêuticos isolados para
diversas situações patológicas: técnicas de facilitação do movimento, de
estimulação da contração, de inibição dos reflexos indesejados e de reeducação
das tarefas.
Posteriormente,
associaram-se a estes conhecimentos: a neurofisiologia, a
neuroplasticidade, as teorias do controle motor, desenvolvimento motor e
aprendizagem motora, caracterizando as duas fases seguintes: a segunda fase ou
neuromuscular, com o surgimento de métodos baseados nas teorias do controle
motor reflexa e hierárquico-reflexa, como por exemplo a Facilitação
Neuromuscular Proprioceptiva; e a terceira fase ou neuroevolutiva, que se
baseou nas teorias hierárquicas e maturacionais, destacando-se os métodos Rood,
Vojta, Bobath, Doman Delacato, Johnstone, dentre muitos outros.
No final do século XX
e início do atual, houve uma profunda mudança de paradigmas nos estudos em
reabilitação neurológica. Novos mecanismos de neuroplasticidade foram
descobertos e uma maior importância foi atribuída às funções cognitivas no
processo de reabilitação. Surge, então, a quarta fase da cinesioterapia com os
métodos de reaprendizagem motora.
Esta nova era da reabilitação neurológica continua em franca evolução e já se pode (didaticamente) subclassificá-la em: Reaprendizagem motora com métodos de realidade concreta, como por exemplo: os programas de reaprendizagem motora para o hemiplégico de Janet Carr e Roberta Sherpherd e as terapias de contensão induzida. Reaprendizagem motora com métodos de realidade abstrata (realidade cuja essência é extraída do concreto e criada pelo cognitivo): terapia de neurônio espelho, imagética motora, dentre outras. E mais recentemente, a reaprendizagem motora com métodos de realidade virtual (na qual a abstração vai além do cognoscível para a construção de uma consciência alternativa em um mundo igualmente alternativo ou virtual), por exemplo a game terapia, as neuropróteses, etc.
Esta nova era da reabilitação neurológica continua em franca evolução e já se pode (didaticamente) subclassificá-la em: Reaprendizagem motora com métodos de realidade concreta, como por exemplo: os programas de reaprendizagem motora para o hemiplégico de Janet Carr e Roberta Sherpherd e as terapias de contensão induzida. Reaprendizagem motora com métodos de realidade abstrata (realidade cuja essência é extraída do concreto e criada pelo cognitivo): terapia de neurônio espelho, imagética motora, dentre outras. E mais recentemente, a reaprendizagem motora com métodos de realidade virtual (na qual a abstração vai além do cognoscível para a construção de uma consciência alternativa em um mundo igualmente alternativo ou virtual), por exemplo a game terapia, as neuropróteses, etc.
Os avanços são
constantes e cada vez mais promissores para aqueles a quem estes estudos se
destinam, contudo, ainda temos muito a descobrir e retirar dessa emblemática caixa de pandora.
DR. GLEIDSON MEDEIROS.
Fisioterapeuta Especialista em Avaliação Cinético-funcional pela UFRN;
Atualização em Terapia Intensiva pela ASSOBRAFI; Fisioterapeuta do Centro de
Reabilitação Infantil SESAP/RN; Fisioterapeuta do Hospital Universitário Onofre
Lopes UFRN; Preceptor da Residência Integrada Multiprofissional em Terapia
Intensiva HUOL/UFRN; Autor dos livros: Cinesioterapia Neurológica Clássica
Esquematizada e Interpretação Neurofuncional de Exames Radiológicos; Aluno do
curso de Direito UFRN.
COMPLEMENTE O ESTUDO DESTE TEXTO COM OS LIVROS ABAIXO:
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